Olá, pessoas.
Boas notícias: a cirurgia foi bem-sucedida. Ele já está em casa e com ótima recuperação.
Vamos agora ao relato.
Foi preciso que ele ficasse de jejum de água e alimentos desde as 22h do dia anterior (terça, 8/12/10).
Chegamos ao hospital (Maternidade de Campinas), - instituição indicada pelo urologista por ter um bom aparelho para a laparoscopia - por volta das 9:00 e aguardamos que o médico terminasse um procedimento com um outro paciente.
Exatamente às 12h ele foi levado para o centro cirúrgico. Tomou ali mesmo algum anestésico e seguiu. Pelo que nos conta, ficou acordado até instantes do início da cirurgia.
Pelo relato do cirurgião, a cirurgia correu bem, salvo pela dificuldade do anestesista em fazer com que os anestésicos fizessem o efeito necessário, uma vez que a musculatura do Leandro, por ser muito forte - algo bom -, atrapalhou neste processo, fazendo com que fosse necessário aplicar uma dose acima do dobro do indicado. Por fim, foi necessário que ele fizesse um corte adicional, de 7 cm, na região direita, além dos três 'furos' para a retirada dos gânglios ou linfonodos que se encontravam na região retroperitoneal. O corte lembra aquele para a retirada do apêndice. Além disso, ele deslocou o intestino para um dos lados do corpo para que pudesse fazer tal limpeza. Na imagem deste link, podemos ter uma ideia da sala de cirurgia.
Por volta das 16h, o médico foi ao quarto onde aguardávamos e nos informou sobre tudo isso, acrescentando que ele ainda ficaria umas 3h na sala de recuperação. Porém, quando foi 18h30, ele já estava no quarto, falando e bem. A voz apenas estava um pouco rouca, pois ele tinha sido entubado, e ainda estava com uma sonda. Sentia dor quando respirava fundo e quando ria. Tal dor sempre no corte adicional. Teve ainda de permanecer em jejum.
Na sexta, às 8h30, quando o médico passou no quarto, pediu para retirarem a sonda, liberou líquidos para ingestão e pediu para caminharmos também. Condicionou a alta ao funcionamento do intestino e disse que agora temos que aguardar o resultado do exame patológico destes gânglios. Caso apresentem apenas teratoma e cicatrização e não apareça nada de carcinoma ou outro tumor, significa que devemos apenas fazer um acompanhamento e ele estaria curado, caso esses tumores apareçam, será necessário mais quimioterapia.
No sábado, às 7h30, na visita do médico, ele recebeu alta. Foi receitado apenas um analgésico em caso de dor. A recomendação é de um repouso moderado, sem restrições para comida ou bebida, vantagens da laparoscopia, a qual aliás indicamos para quem estiver em dúvida, pois mesmo que tenhamos de dispor de algum valor, a recuperação é realmente incrível. Caso não tivéssemos escolhido este procedimento, ele ficaria, pelo menos, uma semana no hospital, internado, e teria uma recuperação lenta e dolorosa.
É isso por enquanto.
Obrigada novamente pelo apoio e pelo carinho. Tenho recebido tantas mensagens - da família, dos amigos, de alunos tão queridos, meus e dele - as quais por 'n' motivos ainda não pude responder. Saibam, porém, que leio todas e as transmito ao Leandro. Ficamos muito felizes e acalentados por elas.
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13.12.10
Cirurgia bem-sucedida
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16.11.10
Segunda Cirurgia indicada
Pessoal, primeiramente queremos agradecer muito, mas muito mesmo, o apoio de todos que têm passado por aqui e nos enviado mensagens de carinho e apoio. Valeu mesmo.
Agora, vamos às atualizações.
Exames (tomografia total e marcadores tumorais) feitos, fomos à consulta na segunda-feira passada e o médico nos informou que os marcadores estavam bem baixos. Realmente confirmamos. Entretanto, na tomografia, há ainda um linfonodo com 2,2 cm e um outro com 1,4 cm, o que nos leva para a indicação de uma cirurgia para a retirada desses linfonodos (explicação abaixo). Assim, fomos encaminhados novamente para um urologista que é quem poderá fazer esta cirurgia denominada linfadenectomia retroperitoneal, pois os linfonodos se encontram na região do retroperitônio.
Na segunda-feira mesmo procuramos as informações e estamos agora providenciando este procedimento para o quanto antes. Portanto, notícias em breve. Por enquanto, apenas aguardar mais um pouquinho.
Abraços,
Ps: A retirara é necessária, pois o tamanho normal desses linfonodos é abaixo de 1,0 cm. Na primeira tomografia, pós 1ª cirurgia (Orquiectomia Radical), o maior linfonodo apresentava 3,3 cm e havia outros três com tamanho entre 1 e 1,5 cm. Além disso, o tumor original era constituído, em sua maioria (80%), por um tipo de célula (teratoma maduro) que não reage a quimioterapia. Assim, quando houve a migração (metástase) das célular cancerígenas para outros locais, estas células (teratoma) também migraram, portanto, após a quimio, havendo ainda a presença dessa alteração nos linfonodos, faz-se necessária a cirurgia.
Agora, vamos às atualizações.
Exames (tomografia total e marcadores tumorais) feitos, fomos à consulta na segunda-feira passada e o médico nos informou que os marcadores estavam bem baixos. Realmente confirmamos. Entretanto, na tomografia, há ainda um linfonodo com 2,2 cm e um outro com 1,4 cm, o que nos leva para a indicação de uma cirurgia para a retirada desses linfonodos (explicação abaixo). Assim, fomos encaminhados novamente para um urologista que é quem poderá fazer esta cirurgia denominada linfadenectomia retroperitoneal, pois os linfonodos se encontram na região do retroperitônio.
Na segunda-feira mesmo procuramos as informações e estamos agora providenciando este procedimento para o quanto antes. Portanto, notícias em breve. Por enquanto, apenas aguardar mais um pouquinho.
Abraços,
Ps: A retirara é necessária, pois o tamanho normal desses linfonodos é abaixo de 1,0 cm. Na primeira tomografia, pós 1ª cirurgia (Orquiectomia Radical), o maior linfonodo apresentava 3,3 cm e havia outros três com tamanho entre 1 e 1,5 cm. Além disso, o tumor original era constituído, em sua maioria (80%), por um tipo de célula (teratoma maduro) que não reage a quimioterapia. Assim, quando houve a migração (metástase) das célular cancerígenas para outros locais, estas células (teratoma) também migraram, portanto, após a quimio, havendo ainda a presença dessa alteração nos linfonodos, faz-se necessária a cirurgia.
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