Na quinta-feira, dia 29, fui com o Leandro na 4º sessão de quimioterapia. Naquela manhã, ainda não havia compromissos com meu trabalho, poderia acompanhá-lo sem ter preocupações com horários, chefes etc.
Embora, ao longo da minha vida, tenha visto várias pessoas passando por este tratamento, nunca soube precisamente como ele funcionava. Imaginava centros cirúrgicos de aparência assustadora, internações, médicos impassíveis...
Na verdade, o Leandro entra numa sala, muito parecida com um centro de doação de sangue. Ele passa por ali aproximadamente duas horas, tomando medicação pela veia.
Nesse meio-tempo, podemos ficar alguns minutinhos sentados com ele. conversamos sobre casas, apartamentos, dança dos famosos, a superioridade tricolor e o provável tetracampeonato do meu São Paulo na Libertadores, faixa-etária dos pacientes e muitos outros assuntos dos quais minha mente preguiçosa não consegue se lembrar...
Para não atrapalhar os outros pacientes, contudo, passava parte do tempo na sala de espera.
A clínica é muito bonita e, aparentemente, muito organizada - a Mi e o Leandro pesquisaram um bom tempo em busca do médico mais adequado e todo instrumental para o tratamento...). De frente para o Taquaral, com quadros de várias tendências ao longo de todas as paredes. O pão de queijo é bem saboroso, sobretudo se acompanhado pela maçã que a Mi havia separado para mim e para o Lelê. Os funcionários parecem muito atenciosos, com um destaque especial para as enfermeiras. Estas parecem ter um contato bastante familiar com os pacientes, o que, afinal, é um alívio em alguns momentos, não é?
Depois dos remédios, voltamos pra casa. Além de estarmos com fome, era quase hora do Tiago Leifert.
Não quero com essas descrições atenuar os efeitos da quimioterapia. Visitando a clínica e acompanhando o Leandro, contudo, tive a impressão de que ele está profissionalmente muito bem amparado.
Na minha cabeça, finalmente a quimioterapia ganhou uma identidade mais próxima do real: um tratamento que visa ao término da doença...
Nos vemos.
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6.12.10
16.8.10
Novos exames e início do tratamento
Tínhamos agora dois dias pra fazermos os novos exames pedidos por Sasse e pela clínica de fertilização:
- tomografia do tórax (para verificar se ocorreram metástases no pulmão);
- exame de sangue para verificar os indicadores tumorais;
- hemograma completo para verificar a imunidade do corpo;
- e exames para verificar as DSTs para a clínica.
E assim fizemos, além de comunicarmos o trabalho, os amigos e família. Compramos até um sofá novo, para que ele tivesse mais conforto nos dias de tratamento, cortamos o cabelo baixinho para que pesasse menos e desacelerasse a queda, compramos bonés e outros adereços para a cabeça e fizemos uma boa comprinha de muita comida saudável.
Nesse meio-tempo, recebemos o orçamento da clínica de oncologia e resolvemos começar o tratamento particular, já que os valores que nos foram repassados por telefone pareciam-nos possíveis. Agora, era só aguardar a segunda-feira (26/7/10) e começar o tratamento.
- tomografia do tórax (para verificar se ocorreram metástases no pulmão);
- exame de sangue para verificar os indicadores tumorais;
- hemograma completo para verificar a imunidade do corpo;
- e exames para verificar as DSTs para a clínica.
E assim fizemos, além de comunicarmos o trabalho, os amigos e família. Compramos até um sofá novo, para que ele tivesse mais conforto nos dias de tratamento, cortamos o cabelo baixinho para que pesasse menos e desacelerasse a queda, compramos bonés e outros adereços para a cabeça e fizemos uma boa comprinha de muita comida saudável.
Nesse meio-tempo, recebemos o orçamento da clínica de oncologia e resolvemos começar o tratamento particular, já que os valores que nos foram repassados por telefone pareciam-nos possíveis. Agora, era só aguardar a segunda-feira (26/7/10) e começar o tratamento.
Primeiras consequências
Ainda em nossa consulta com Sasse, uma de nossas dúvidas era em relação às consequencias que um tratamento quimioterápico causa no organismo. Uma delas é a esterilidade. Assim, o questionamos sobre isso e ele realmente nos disse que um terço dos pacientes ficam estéries permanentemente, então nos indicou um clínica de fertilização, a qual tivemos que procurar naquela mesma tarde (21/7/10), pois o congelamento do sêmen tem que ser feito antes do início do tratamento quimioterápico.
Oncologistas e Veredictos
Na quarta (21/7/10), chegamos cedo. Estávamos bem animados. Com um espírito até bem diferente das pessoas que ali estavam. E como estava cheio de gente aquele dia. Quando fomos atendidos, de cara, o médico nos disse que aquela não era sua especialidade, mas que havia outro médico na sala ao lado que poderia nos ajudar, pois era "o papa" - palavras dele - dessa especialidade. Tivemos então que aguardar até às13 da tarde (chegamos por volta das 8:15), porque além de ter a agenda cheinha, ele ainda estava cobrindo as férias de um outro médico, mas tudo bem, não ligamos, pelo menos, sabíamos que estaríamos em ótimas mãos. Quando ele nos atendeu, foi bastante atencioso, já tinha visto todos os exames e nos disse que realmente se trava de um tumor maligno que, infelizmente, havia migrado para outras regiões - os linfonodos - e que o mais preocupante era aquele que estava com 3,1 cm, mesmo assim o caso poderia ser considerado de baixo risco, mesmo que houvesse outras migrações ainda não detectadas - como no pulmão, porque os indicadores tumorais ainda estavam baixos.
Para esse caso específico, o tratamento seria realmente a quimioterapia. Esta seria constituída de três ciclos com o protocolo PEB (Bleomicina, Etoposida, Cisplatina) e cada ciclo é constituído de três semanas. Na primeira semana, ele faria sessões todos os dias, tomando os três medicamentos na segunda-feira e nos quatro dias restantes tomando apenas a Bleomiocina e a Cisplatina, já na segunda semana tomaria apenas a Bleomicina na segunda-feira. Todos os medicamentos seriam ministrados via venal. Sasse nos disse também que o Le teria que se afastar do trabalho, já que o corpo ficaria bem debilitado, e ele não conseguiria trabalhar normalmente. Essa notícia nos deixou um tanto surpresos, porque esperávamos que ele conseguisse trabalhar - inocentes.
Em relação ao custo do tratamento, nosso plano médico ainda estava num período de carência em relação à quimioterapia, de modo que precisaríamos saber o valor do tratamento, para verificarmos se teríamos condições de pagar normalmente, ou se precisaríamos pedir o encaminhamento para um hospital público. A clínica ficaria de nos passar os valores ainda naquela tarde para decidirmos. Porém, para o encaminhamento, ele teria de verificar o dia possível e talvez não pudesse começar na próxima segunda (26/7), já para o tratamento particular, poderíamos começar na segunda, o que, segundo, o médico seria o caminho ideal.
Para esse caso específico, o tratamento seria realmente a quimioterapia. Esta seria constituída de três ciclos com o protocolo PEB (Bleomicina, Etoposida, Cisplatina) e cada ciclo é constituído de três semanas. Na primeira semana, ele faria sessões todos os dias, tomando os três medicamentos na segunda-feira e nos quatro dias restantes tomando apenas a Bleomiocina e a Cisplatina, já na segunda semana tomaria apenas a Bleomicina na segunda-feira. Todos os medicamentos seriam ministrados via venal. Sasse nos disse também que o Le teria que se afastar do trabalho, já que o corpo ficaria bem debilitado, e ele não conseguiria trabalhar normalmente. Essa notícia nos deixou um tanto surpresos, porque esperávamos que ele conseguisse trabalhar - inocentes.
Em relação ao custo do tratamento, nosso plano médico ainda estava num período de carência em relação à quimioterapia, de modo que precisaríamos saber o valor do tratamento, para verificarmos se teríamos condições de pagar normalmente, ou se precisaríamos pedir o encaminhamento para um hospital público. A clínica ficaria de nos passar os valores ainda naquela tarde para decidirmos. Porém, para o encaminhamento, ele teria de verificar o dia possível e talvez não pudesse começar na próxima segunda (26/7), já para o tratamento particular, poderíamos começar na segunda, o que, segundo, o médico seria o caminho ideal.
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