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13.9.11

Acompanhamento - 2ª consulta

Oi, queridas pessoas.
Faz tempo que não apareço por aqui, o que é um ótimo sinal, dada a finalidade do blog ;)

Fizemos a 2ª consulta de acompanhamento há umas quatro semanas. A consulta foi com o oncologista.

Antes, novamente, precisamos fazer os exames de:
- Tomografia computadorizada de Tórax
- Exame de sangue para verificar os três marcadores tumorais: DHL, AFP, ß-hCG.

Todos os indicadores dos marcadores estavam abaixo do limite.
A conclusão do parecer da tomografia foi: Dentro dos limites normais. (*)

Depois, fizemos a consulta de retorno com o urologista.

Em ambas, fomos informados de que a recuperação continua correndo absolutamente bem. Devemos manter o acompanhamento como planejado.
Aguardaremos então as próximas consultas para janeiro/12, quando voltaremos a fazer os mesmos exames.

Ou seja... Ele está mais que bem!

Novamente, é isso. 2011 continua lindo.
Ele continua lindo.
E vocês, amigos, também continuam lindos, porque estão sempre em nossas vidas.

Abraço caloroso a todos.
 
*Detalhes [principalmente para quem está com um caso parecido e nos encontrou porque está em busca de informações mais precisas]
Foi visualizado um linfonodo na região retro-pancreática com mais de 1,0 cm (todos devem estar abaixo dessa medida) mas tratava-se de uma região da qual sequer já ouvimos falar ou mesmo sobre a qual conseguimos pesquisar. Além disso, o laudo informava que tudo estava normal. Quando da consulta com o oncologista, este julgou o parecer do laudo da tomografia muito estranho e pouco confiável, já que ele mesmo com as tomografias em mãos não conseguia visualizar este linfonodo. De qualquer maneira, pediu que adiantássemos uma tomografia para um intervalo de 3 meses e nos tranquilizou em função dos marcadores tumorais estarem todos "de acordo". Pediu ainda para que solicitássemos o parecer do urologista, dado que fora ele quem efetuara a cirurgia para a retirada dos linfonodos retroperitoniais, logo, seria a pessoa mais adequada para falar sobre algo na região.
Duas semanas depois, com o urologista (consulta já prevista desde janeiro), ele nos disse também para trocarmos o laboratório no qual fazemos as tomografias e recomendou de forma veemente que sigamos o acompanhamento normalmente, afinal, a tal região "retro-pancreática" sequer é uma região para onde ocorreria qualquer migração desses linfonodos e também nos confirmou a "tranquilidade". Sobre adiantar as tomografias ou quaisquer outros exames também foi muito claro ao pedir para mantermos o cronograma, uma vez que não deveríamos nos esquecer de que tomografias nada mais são do que radiação passando pelo nosso corpo, e, quando pudermos evitá-las, devemos fazê-lo. Por isso, se mais alguém passou por algo parecido, pergunte bem sobre tudo isso ao médico, obviamente, mas pelo parecer dos nossos, não deve haver preocupação precipitada.

27.3.11

Acompanhamento - 1ª consulta

Olá, pessoas.


Retornamos ao médico na semana passada. Foi a primeira consulta de acompanhamento.
Antes da consulta fizemos novamente os exames de:
- Tomografia computadorizada de Tórax
- Exame de sangue para verificar os três marcadores tumorais: DHL, AFP, ß-hCG.


Todos os indicadores dos marcadores estavam abaixo do limite.
A conclusão do parecer da tomografia era: Dentro dos limites normais.


Mesmo assim, ainda havia uma apreensão pela existência de "diminutos linfonodos inguinais, um pouco mais acentuados, com diâmetros inferiores a 1,0 cm." Esta ocorrência é algo natural em todos, nós já sabíamos, mas depois de passado "tanto" aperto, ainda ficávamos sempre um tanto preocupados. Por isso o médico é tão essencial neste processo, não basta estudarmos ou ouvirmos histórias parecidas, isso é importante sim, mas o médico é o profissional que poderá cuidar realmente de tudo.


Na consulta, fomos informados então que a recuperação está correndo absolutamente bem. Só é preciso mesmo acompanhar. Aguardaremos agora a próxima consulta para julho, quando voltaremos a fazer os mesmos exames.
Em julho também procuraremos o urologista para um retorno como combinado após a cirurgia.


Por enquanto é isso. Nosso 2011 está ótimo. Nem parece que 2010 foi tudo aquilo.
Todo o cabelo já retornou e foi cortado umas duas vezes.


Abraço caloroso a todos. Esperamos vê-los logo.

6.12.10

Na clínica para quimioterapia

Na quinta-feira, dia 29, fui com o Leandro na 4º sessão de quimioterapia. Naquela manhã, ainda não havia compromissos com meu trabalho, poderia acompanhá-lo sem ter preocupações com horários, chefes etc.

Embora, ao longo da minha vida, tenha visto várias pessoas passando por este tratamento, nunca soube precisamente como ele funcionava. Imaginava centros cirúrgicos de aparência assustadora, internações, médicos impassíveis...

Na verdade, o Leandro entra numa sala, muito parecida com um centro de doação de sangue. Ele passa por ali aproximadamente duas horas, tomando medicação pela veia.

Nesse meio-tempo, podemos ficar alguns minutinhos sentados com ele. conversamos sobre casas, apartamentos, dança dos famosos, a superioridade tricolor e o provável tetracampeonato do meu São Paulo na Libertadores, faixa-etária dos pacientes e muitos outros assuntos dos quais minha mente preguiçosa não consegue se lembrar...

Para não atrapalhar os outros pacientes, contudo, passava parte do tempo na sala de espera.

A clínica é muito bonita e, aparentemente, muito organizada - a Mi e o Leandro pesquisaram um bom tempo em busca do médico mais adequado e todo instrumental para o tratamento...). De frente para o Taquaral, com quadros de várias tendências ao longo de todas as paredes. O pão de queijo é bem saboroso, sobretudo se acompanhado pela maçã que a Mi havia separado para mim e para o Lelê. Os funcionários parecem muito atenciosos, com um destaque especial para as enfermeiras. Estas parecem ter um contato bastante familiar com os pacientes, o que, afinal, é um alívio em alguns momentos, não é?

Depois dos remédios, voltamos pra casa. Além de estarmos com fome, era quase hora do Tiago Leifert.

Não quero com essas descrições atenuar os efeitos da quimioterapia. Visitando a clínica e acompanhando o Leandro, contudo, tive a impressão de que ele está profissionalmente muito bem amparado.

Na minha cabeça, finalmente a quimioterapia ganhou uma identidade mais próxima do real: um tratamento que visa ao término da doença...

Nos vemos.

16.8.10

Oncologistas e Veredictos

Na quarta (21/7/10), chegamos cedo. Estávamos bem animados. Com um espírito até bem diferente das pessoas que ali estavam. E como estava cheio de gente aquele dia. Quando fomos atendidos, de cara, o médico nos disse que aquela não era sua especialidade, mas que havia outro médico na sala ao lado que poderia nos ajudar, pois era "o papa" - palavras dele - dessa especialidade. Tivemos então que aguardar até às13 da tarde (chegamos por volta das 8:15), porque além de ter a agenda cheinha, ele ainda estava cobrindo as férias de um outro médico, mas tudo bem, não ligamos, pelo menos, sabíamos que estaríamos em ótimas mãos. Quando ele nos atendeu, foi bastante atencioso, já tinha visto todos os exames e nos disse que realmente se trava de um tumor maligno que, infelizmente, havia migrado para outras regiões - os linfonodos - e que o mais preocupante era aquele que estava com 3,1 cm, mesmo assim o caso poderia ser considerado de baixo risco, mesmo que houvesse outras migrações ainda não detectadas - como no pulmão, porque os indicadores tumorais ainda estavam baixos.
Para esse caso específico, o tratamento seria realmente a quimioterapia. Esta seria constituída de três ciclos com o protocolo PEB (Bleomicina, Etoposida, Cisplatina) e cada ciclo é constituído de três semanas. Na primeira semana, ele faria sessões todos os dias, tomando os três medicamentos na segunda-feira e nos quatro dias restantes tomando apenas a Bleomiocina e a Cisplatina, já na segunda semana tomaria apenas a Bleomicina na segunda-feira. Todos os medicamentos seriam ministrados via venal. Sasse nos disse também que o Le teria que se afastar do trabalho, já que o corpo ficaria bem debilitado, e ele não conseguiria trabalhar normalmente. Essa notícia nos deixou um tanto surpresos, porque esperávamos que ele conseguisse trabalhar - inocentes.
Em relação ao custo do tratamento, nosso plano médico ainda estava num período de carência em relação à quimioterapia, de modo que precisaríamos saber o valor do tratamento, para verificarmos se teríamos condições de pagar normalmente, ou se precisaríamos pedir o encaminhamento para um hospital público. A clínica ficaria de nos passar os valores ainda naquela tarde para decidirmos. Porém, para o encaminhamento, ele teria de verificar o dia possível e talvez não pudesse começar na próxima segunda  (26/7), já para o tratamento particular, poderíamos começar na segunda, o que, segundo, o médico seria o caminho ideal.