Passamos a primeira semana de férias em Limeira e retornamos para Campinas na segunda (5/7/10) para fazermos a tomografia, colhermos o exame de sangue e retirarmos o resultado do exame patológico. E assim foi. De manhãzinha, fizemos a tomografia. É um exame um tanto desconfortável, pois é preciso ingerir um líquido para deixar a bexiga cheia de modo que ela possa ser visualizada e o Le teve que tomá-lo durante uns quarenta minutos, em seguida ele foi para a máquina e lá também eles inseriram um outro líquido (o contraste) diretamente no sistema sanguíneo. Foi complicado porque as veiazinhas dele fogem das agulhas, mas, por fim, foi feito.
Saindo dali, passamos no hospital onde fora feita a cirurgia para retirarmos o resultado do tumor. Abrimos o resultado ali mesmo e não entendemos muito bem do que se tratava, pois havia vários termos os quais não conhecíamos, então ao mesmo tempo em que dizia que era uma 'neoplasia maligna' o que nos deixava mais aflitos, também dizia que não havia sinais do tumor em alguns vasos e canais próximos da região, o que nos deixava esperançosos, porque poderia indicar que não havia ocorrido migração para alguma outra região do corpo. Soubemos também que o tumor era misto, ou seja, constituído de células diferentes (80% de teratoma maduro, 10% de carcinoma embrionário e 10% de tumor do saco vitelínico) só também não sabíamos dizer o que isso significava. Ficamos preocupados, até porque fiz algumas pesquisas durante a tarde que não eram muito otimistas, mas tinha esperança de que não houvesse migração. Ele também estava um tanto preocupado de modo que até fui sozinha retirar o resultado da tomografia.
Minha ansiedade foi tamanha que, assim que entrei no carro, já abri o resultado e não foi nada fácil ler a conclusão do laudo: Linfonodos aumentados no retroperitôneo (um estava com 3,1 cm, o segundo com 1,2 cm, o terceiro com 1,2 cm e o quarto com 1,5 cm - sendo que o deveriam ter, no máximo, 1 cm). Tentamos marcar a consulta para a terça-feira mesmo, mas como era uma semana de feriado, o médico estava viajando, restou-nos apenas fazer os exames de sangue, naquele dia, e esperar. Assim que o resultado ficou pronto, percebemos que o AFP havia baixado de 68,99 para 1,78, encontrando-se agora dentro dos padrões normais (pode ter até 7). Contudo, o DHL agora estava um pouco acima do normal. Subiu de 466.0, do primeiro exame para 520.0 no segundo e deveria ter no máximo 480.
Com todas essas informações em mãos restava agora esperar pelo médico.
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