Na quarta (21/7/10), chegamos cedo. Estávamos bem animados. Com um espírito até bem diferente das pessoas que ali estavam. E como estava cheio de gente aquele dia. Quando fomos atendidos, de cara, o médico nos disse que aquela não era sua especialidade, mas que havia outro médico na sala ao lado que poderia nos ajudar, pois era "o papa" - palavras dele - dessa especialidade. Tivemos então que aguardar até às13 da tarde (chegamos por volta das 8:15), porque além de ter a agenda cheinha, ele ainda estava cobrindo as férias de um outro médico, mas tudo bem, não ligamos, pelo menos, sabíamos que estaríamos em ótimas mãos. Quando ele nos atendeu, foi bastante atencioso, já tinha visto todos os exames e nos disse que realmente se trava de um tumor maligno que, infelizmente, havia migrado para outras regiões - os linfonodos - e que o mais preocupante era aquele que estava com 3,1 cm, mesmo assim o caso poderia ser considerado de baixo risco, mesmo que houvesse outras migrações ainda não detectadas - como no pulmão, porque os indicadores tumorais ainda estavam baixos.
Para esse caso específico, o tratamento seria realmente a quimioterapia. Esta seria constituída de três ciclos com o protocolo PEB (Bleomicina, Etoposida, Cisplatina) e cada ciclo é constituído de três semanas. Na primeira semana, ele faria sessões todos os dias, tomando os três medicamentos na segunda-feira e nos quatro dias restantes tomando apenas a Bleomiocina e a Cisplatina, já na segunda semana tomaria apenas a Bleomicina na segunda-feira. Todos os medicamentos seriam ministrados via venal. Sasse nos disse também que o Le teria que se afastar do trabalho, já que o corpo ficaria bem debilitado, e ele não conseguiria trabalhar normalmente. Essa notícia nos deixou um tanto surpresos, porque esperávamos que ele conseguisse trabalhar - inocentes.
Em relação ao custo do tratamento, nosso plano médico ainda estava num período de carência em relação à quimioterapia, de modo que precisaríamos saber o valor do tratamento, para verificarmos se teríamos condições de pagar normalmente, ou se precisaríamos pedir o encaminhamento para um hospital público. A clínica ficaria de nos passar os valores ainda naquela tarde para decidirmos. Porém, para o encaminhamento, ele teria de verificar o dia possível e talvez não pudesse começar na próxima segunda (26/7), já para o tratamento particular, poderíamos começar na segunda, o que, segundo, o médico seria o caminho ideal.
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